O Investidor Agressivo
Avançado...

ENTREVISTA DDCMELO [respostas]


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ddcmelo
Seg 1/Mar/10 13:49


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28 Jul 2007
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Olá pessoal!

Acho que já dá pra começar a responder as perguntas aqui postadas. Imagino que minhas respostas não tragam grandes surpresas para os leitores desse fórum, pois muito do meu aprendizado se deu através de debates e posts memoráveis lidos aqui mesmo.

Penso que o ponto forte de qualquer fórum é o senso de comunidade e a troca livre de idéias entre os foristas. Por isso, deixo aberto o espaço para que vocês comentem e/ou adicionem outras questões que possam surgir durante a entrevista, ok?

Vou respondendo as perguntas aos poucos e tentar completar as respostas até o fim da próxima semana. Vamos lá!

Um abraço a todos e muito obrigado pelas perguntas.
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"History does not repeat itself until there is no one left who can remember what it was like the last time around." Albert Z Winkler
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ddcmelo
Seg 1/Mar/10 13:53


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28 Jul 2007
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Vigos pergunta: Primeiramente gostaria que falasse um pouco de você do modo que achar melhor... Idade, profissão, Formação, Hobbies, etc .... fique à vontade.


Tenho 31 anos, casado, com um filho, sou paulistano e vivo na cidade desde que nasci, com exceção de uma temporada de 9 meses em que morei na China. Desde pequeno sempre tive curiosidade de entender como as coisas funcionam. Por conta disso, era comum desmontar brinquedos pra saber o que tinha dentro e de que forma aquilo funcionava. Não preciso dizer que muitos deles nunca voltaram a funcionar depois disso... Essa curiosidade e a afinidade que eu tinha por matérias exatas me levaram à faculdade de engenharia. A escolha da engenharia química teve como influência principal um professor de química do colegial que, por perceber a minha facilidade com a matéria, vivia conversando comigo sobre a profissão e sobre a pouca oferta de profissionais qualificados no país. Já naquela época (no ano de 1995) ele falava das oportunidades na indústria petroquímica. Parecia até que ele já sabia do pré-sal e das oportunidades decorrentes na indústria de óleo e gás.

Apesar da minha primeira experiência profissional ter sido na área de desenvolvimento de uma indústria química de resinas e adesivos onde fiz estágio por 1 ano, toda a minha carreira se deu na área de manufatura da indústria farmacêutica. Em 2008, tive a oportunidade de morar 9 meses na China para ajudar a afiliada local a implementar alguns padrões de engenharia. Foi uma experiência profissional e pessoal muito engrandecedora. Uma coisa é falar de diferenças culturais sentado no sofá de casa, outra é aprender que não é porque um chinês sorriu pra você ao fim de uma conversa que ele concordou com o que vocês combinaram. A comunicação entre os chineses é muito não verbal e intuitiva. Aprender a lidar com esse tipo de comportamento pouco assertiva foi uma das tarefas mais difíceis com as quais tive de lidar.

Como nem tudo na vida é trabalho, tenho uma grande paixão por tênis. Jogo desde pequeno e sempre que posso acompanho o circuito profissional pela TV ou ao vivo. Uma das grandes alegrias da minha vida foi assistir o Roger Federer jogando ao vivo em Roland Garros. Além do tênis, gosto muito de ler sobre economia e finanças pessoais, mas acho que isso não deve ser surpresa, não é mesmo?
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ddcmelo
Sex 5/Mar/10 13:33


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28 Jul 2007
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Vigos pergunta: Quando, como e por qual motivo você começou à operar no mercado ? Como foi o seu aprendizado?

Eu entendo "operar no mercado" como investir. Apesar de sempre ter prezado bastante a disciplina financeira (falarei mais disso na resposta ao Liam) eu só "despertei" para o mundo dos investimentos há uns 5 anos quando ganhei de presente do meu pai o clássico Pai Rico Pai Pobre. Foi lendo esse livro que eu entendi a importância e os mecanismos por trás do acumulo de patrimônio. Depois disso, me tornei viciado por livros de finanças pessoais, inteligência financeira e mais recentemente economia.

Isso foi logo depois que eu casei, tinha financiamento do apartamento para pagar e aquele pensamento que pesa sobre 90% da população: Como vou investir se sobra pouco no final do mês? Foi quando eu li "O Homem Mais Rico da Babilônia" e aprendi a regra do pague-se a sim mesmo. A partir de então eu comecei a separar um percentual fixo da minha renda para investimentos e ajustei meu orçamento para esse valor. Pra mim é como se fosse uma conta qualquer.

A próxima pergunta era: No que investir? Foi quando eu comecei a buscar muita informação na internet, como por exemplo no site www.comoinvestir.com.br e no livro do Mauro Halfeld - Seu Dinheiro. Pelo conservadorismo comecei pela renda fixa, pois naquela época eu via a renda variável e as ações em particular como coisa de insiders. Só que o burburinho ao redor do mercado de ações aumentava e cada vez mais. Eu ouvia amigos e colegas de trabalho dizendo que ganharam X% em dois meses com Petro ou Y% num day trade na Vale. Como bom engenheiro eu adorava gráficos e os gráficos de Petro e Vale em 2006 eram uma coisa linda com aquela curva exponencial bem desenhada. Parecia uma mina de ouro. Nesse oba-oba acabei entrando no IPO da BM&F, mas ao invés de flipar como a maioria segurei. Dos R$20 vi o preço chegar a R$4 no meio da crise. Menos mal que o IPO concedeu apenas 93 ações por investidor, então o prejuízo não foi tão grande. Nesse meio tempo, meu pai (mais uma vez ele) me recomendou o fundo da Geração Futuro. Depois de estudar o prospecto e o histórico deles resolvi entrar aos poucos com 20% do meu capital. O que achei positivo é que por ser um fundo com administração muito transparente eu acabei aprendendo um pouco sobre os fundamentos por trás das escolhas das ações do fundo.

Minha idéia era começar a investir por conta própria então comecei a ler tudo o que podia sobre investimento em ações. Foi quando comecei a me identificar mais com a análise fundamentalista. Nessa época eu encontrei a página do SER que infelizmente foi descontinuada pela desativação do Geocities. Mas foi aí que passei a entender como avaliar P/L, ROE e valor patrimonial, foi lá também que comecei a entender e contrastar as linhas de pensamento de Graham, Buffet, Peter Lynch e Fischer. Foi graças a esse aprendizado que no meio da crise de 2008 eu vendi as minhas cotas do fundo da Geração Futuro para comprar Itaú, Gerdau, Usiminas e Vale a preços ridículos no olho do furacão. Graças a esse aprendizado, também não vendi minhas BVMF3 a R$4.

Com o tempo e a ajuda desse fórum, entendi a importância de um bom sistema de alocação e acabei incorporando o asset allocation no meu sistema de "operação". Nos últimos tempos tenho procurado entender melhor de macroeconomia e também aperfeiçoar o meu método de análise de empresas.
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Luiz Palma
Sex 5/Mar/10 14:43
Legal,

Achei que você tinha mais o perfil de análise técnica, por causa do site.

Mas estou vendo que não.

Estou aguardando ansiosamente as próximas respostas.
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el mago
Sex 5/Mar/10 15:00
Bacana.

Tenho que o livro "O Homem Mais Rico da Babilônia" também foi fundamental para mim.

Também continuo aguardando
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ddcmelo
Sex 5/Mar/10 15:03


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Vigos pergunta: Análise técnica ou fundamentalista? Qual julga mais importante? Comente ambas do seu ponto de vista.


Eu me identifico mais com a análise fundamentalista, mas não acho que uma seja mais importante que a outra. Acho que é tudo uma questão do perfil pessoal e social do investidor. Eu gosto de AF pois, como mencionei antes, pra mim é importante entender o porque das coisas. Pra mim, não há lógica para o preço da ação subir se não houver uma evolução nos resultados operacionais de uma empresa. É lógico que o preço pode variar ao sabor de notícias, taxa de juros, câmbio, guerras e uma infinidade de outras razões. Contudo, se não houver um desempenho consistente de longo prazo aliado a uma boa administração e drivers de crescimento futuro é improvável que ocorra uma apreciação sustentável com o tempo. A AF me ajuda a analisar justamente o histórico de desempenho da empresa, entender os múltiplos e comparar com valores históricos e avaliar a rentabilidade do negócio. É uma forma mais objetiva de se analisar a empresa (do ponto de vista de um engenheiro... rs).

Quanto à AT, vejo que pode ser utilizada de forma complementar à AF ajudando no componente de timing das operações. Se a minha análise aponta que uma empresa pode ser uma boa opção de investimento, mas a AT mostra uma tendência clara de baixa, posso aguardar um pouco para entrar ou dividir o investimento em parcelas menores para fazer preço médio. Afinal, nunca dá pra saber quando a tendência será revertida. Se isso for combinado num sistema de alocação, fica melhor ainda. Piscadela O que pra mim não faz sentido é entrar numa ação qualquer só porque rompeu uma resistência, está no suporte, formou OCOI ou deixou um "martelão" no diário sem avaliar o que está por trás daquele movimento.

No final das contas, nem a AF nem a AT darão todas as respostas. Há outros aspectos menos tangíveis que precisam ser avaliados antes de tomar uma boa decisão de investimento. Avaliar a competência da administração pode começar pelo ROE ou ROIC, mas não se resume a isso. É preciso avaliar o histórico da direção, que outros negócios possuem ou estão envolvidos. Quais conflitos de interesses podem surgir? Quando falamos em governança corporativa, não basta estar no novo mercado e pertencer ao ITAG. É preciso que as decisões da direção estejam alinhadas com os interessas dos minoritários. A Cosan é do NM, mas as decisões do conselho num passado recente foram altamente prejudiciais aos minoritários (http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1560765&area=92010&authent=43248BE9E73663C99EB34244BCD9F1). Esses são só alguns exemplos de avaliações que não são cobertas nem por AT nem AF, mas que são importantes para uma boa tomada de decisão.
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ddcmelo
Sex 5/Mar/10 16:13


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Luiz Palma pergunta: Considerando que o retorno do SP 500 de longuíssimo prazo, desde 1806, gira em torno de 6% a 7% ao ano descontada a inflação, ou 8% a 9% nominais, e retorno do Ibovespa pós plano real está em torno de 11% a 12% descontada a inflação ou 15,5% nominais, tenho 2 perguntas:

1 - Quanto você acha que será sua rentabilidade de longo prazo?


Eu acho que o futuro a Deus pertence... rs Apesar dos valores que você mencionou serem referências, especialmente os números do SP500, eles dependem do período histórico e do ciclo econômico em que se está inserido. Nos mais de 200 anos do SP500 houve períodos de 20 anos em que o índice teve valorização negativa (como o período da grande depressão) ou também longos períodos de bonança, como nos anos 80 e 90. Se você tiver o azar ou a sorte de viver nesses períodos extremos a sua performance pode ser radicalmente diferente dessa média. Minhas projeções para os meus planos de longo prazo são de 1% ao mês, mas é apenas uma estimativa para fins de projeção. Uso como referência de rentabilidade o CDI.

2 - Você acha que esses números citados são muito altos ou muito baixos? É possível superar facilmente essa marca usando alguma ferramenta como AF, AT, controle de risco, opções, etc?

Como adiantei na resposta anterior, esses números são apenas médias. Períodos específicos podem trazer resultados significativamente diferentes. Se os resultados são altos ou baixos também é bastante relativo. A rentabilidade do Ibovespa no período parece melhor que o SP 500, mas perdeu de longe do CDI no mesmo período. Já para um americano que experimentou juros baixíssimos nesse período essa rentabilidade seria excelente.

Eu penso que asset allocation com o rebalanceamento da carteira é um ótimo meio de potencializar a rentabilidade da carteira minimizando o risco. Os dados históricos mostram que o rebalanceamento ajuda a vender na alta e comprar na baixa sem ter que adivinhar o timing, fazendo o rendimento total da carteira superar a rentabilidade individual de cada uma das classes de ativo. O tópico sobre "asset allocation" aqui do fórum traz muita informação que suporta essas afirmações. Essa é a minha principal ferramenta tanto para gerenciamento de risco, quanto para melhorar a rentabilidade.
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ddcmelo
Seg 8/Mar/10 23:48


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Vibrol pergunta: O que você considera ser um bom investimento alternativo a bolsa de valores, fundos e renda fixa tradicionais? E se possível falar um pouco sobre o mesmo.

Fora das categorias que você citou, vejo o investimento em imóveis como uma alternativa, mas o momento atual exige muito critério. Existe muita gente comprando imóvel na planta pra revender 6 meses depois com ágio de 20% a 50% sobre o valor total, mas como o caixa efetivamente desembolsado é de menos de 30% do valor do imóvel a margem de lucro acaba sendo bem maior. A princípio parece um baita negócio (não é a toa que tá cheio de empreendimentos imobiliários que são 100% vendidos no dia do lançamento), mas há riscos embutidos pois o sistema todo se baseia na crença de que o preço só vai subir impulsionado pelo crédito farto que vem sendo derramado no mercado em programas como o "Minha Casa, Minha (Dí)Vida". O que aconteceria se esses estímulos fossem retirados? A situação se parece muito com topos no mercado acionário onde na euforia dos ganhos fáceis compra-se a qualquer preço esperando vender mais tarde para um tolo maior.

Contudo, se considerarmos que o rendimento da RF atual é muito inferior ao rendimento histórico (no período do plano real) o investimento em imóveis para aluguel (geração de renda) passa a ser um investimento mais atrativo. Num passado recente, era possível conseguir 1% líquido ao mês pra ficar na RF. Nesse cenário, pra quê ficar com uma grande quantia em dinheiro num imóvel que paga 0,6% a 0,8% ao mês de aluguel? A realidade atual é outra. Por outro lado, para um pequeno investidor, pode ser complicado investir em imóvel, pois um percentual muito grande do portfólio ficaria literalmente imobilizado num único ativo. Pelo mesmo motivo, seria difícil usar imóveis num esquema de alocação.

A alternativa, nesse caso, seria o investimento em fundos imobiliários onde é possível investir em imóveis utilizando parcelas menores do portfólio. A liquidez, apesar de pequena se comparada às ações, é muito maior que no mercado imobiliário em si e ainda é possível negociar via home broker. O risco nesse caso é que trata-se de um fundo que administra os imóveis. Como qualquer fundo, a administração pode ser boa ou ruim e isso deve ser levado em consideração na hora de investir. Uma boa referência sobre esses fundos é o blog do Henrique Carvalho (http://hcinvestimentos.wordpress.com/).
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ddcmelo
Qui 11/Mar/10 0:59


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Ednajar pergunta: Qual sua estratégia para gerenciamento de risco?
Na parte do portfólio relacionada às ações, procuro ações com boa estabilidade de lucros e receitas, bom ROIC e ROE, baixo endividamento e boa liquidez corrente. Passando nesses filtros eu utilizo valuation (fluxo de dividendos descontados, análise de múltiplos e PSBe). Sobre o valor encontrado eu aplico uma margem de segurança entre 40% e 50% com base nas perspectivas do setor e da empresa.

Para o portfólio como um todo utilizo asset allocation entre RF, ações e câmbio realocando sempre que os % superem 10% (desde que os custos de transação assim o permitam)

Ednajar pergunta: Fez atualmente alguma mudança em sua estratégia de mitigação de riscos, devido à percepção que alguns investidores tem sobre a possibilidade de estarmos vivenciando um possível topo no IBOV?

A única mudança que eu apliquei foi trocar algumas empresas do portfólio quando os primeiros sinais de topo começaram a surgir lá pelos 56.000 do Ibovespa. Fui aos poucos trocando empresas que estavam com P/Ls altos (talvez na esperança de uma recuperação econômica mais robusta) como Gerdau, Usiminas e Itaú por Confab, Light e Drogasil. Confab pelos baixos múltiplos, boa estabilidade operacional e bom potencial em relação ao pré-sal. Light por ser uma boa pagadora de dividendos e fornecedora de uma utilidade de primeira necessidade. E, Drogasil pois mesmo durante a crise manteve o ritmo forte de crescimento, aumentando margens ao mesmo tempo em que vem aumentando market share. Além disso, tem drivers interessantes como a tendência de envelhecimento da população e o aumento da regulação no setor que deve reduzir a concorrência informal.

No mais, tenho utilizado margens de segurança maiores (50%), mas não mexi nos percentuais de alocação mantendo uma alocação neutra.

Ednajar pergunta: Vc pensa ainda em uma correção no IBOV este ano, ou até mesmo uma nova rodada de liquidações, com queda brusca, devido a desdobramentos da crise na Europa?

Eu diria que a minha bola de cristal não é o meu bem mais valioso... rs Ahahaha

Na minha avaliação, não tínhamos motivos para uma recuperação tão forte como a que vimos em 2009. E mesmo com ela acontecendo, me parece que foi mais pelos estímulos e pelo excesso de liquidez do que por uma recuperação econômica robusta.

As perguntas que ficam são: O que pode acontecer quando esses estímulos forem retirados? Em que momento o mercado vai começar a exigir juros mais altos por conta do risco de crédito?

Recentemente li um artigo que diz que em 2010 EUA, Europa, Japão e Reino Unido terão que emitir US$5 trilhões para cobrir seus déficits. Estamos falando de US$5 trilhões!!! Hã? Se esses países que respondem por quase 50% do PIB mundial vão tomar tanta dívida assim, quem é que vai estar na ponta compradora? Hummm ...

Então, acho sim que surpresas desagradáveis podem estar a nossa espera. Se elas vão se concretizar? Só Deus sabe.
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4.07

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Ednajar
Qui 11/Mar/10 22:33
Não esperava nada diferente de sua entrevista!

Meus parabéns!

Obrigado pelas respostas!!

Continuarei lendo atentamente! Piscadela

Gde abc
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