O Investidor Agressivo
Avançado...

O DIA DEPOIS DE AMANHÃ.


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SIOUX
Sáb 4/Out/08 13:52


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4 Mar 2008
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A primeira recessão sincronizada no planeta aconteceu em 1974/75 e a segunda em 1982. Provavelmente a maior delas está a caminho, com a desaceleração econômica em países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos, e da qual dificilmente o Brasil escapará.

Esta situação de crise contagiante evidencia a interdependência dos países e explica o impacto maior nas economias mais frágeis. Com a primeira grande crise dos anos 70, os Estados Unidos impuseram o dólar como moeda de referência para financiamento e reserva de valor e, com a Guerra do Vietnã, se colocaram no papel de gendarme internacional. No final da década, a degradação do dólar como moeda de reserva estável provocou alta das taxas de inflação nos países da periferia. Em 82, quebrou o México e, em seguida, o Brasil.

O maior escândalo da história mundial (e que hoje afeta diretamente todos os países) ocorreu em Bretton Woods, Estados Unidos, em 1944. Nesta conferência, quando foram criados o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, havia o projeto da criação de uma moeda internacional neutra, porque seria inconcebível a idéia de que a moeda de um país fosse transformada em moeda internacional.

O objetivo essencial da conferência não foi impor esta ou aquela moeda nacional como padrão internacional, mas trocar a moeda lastreada em ouro pela moeda fiduciária, isto é, aquela que não tem lastro nenhum e ou no caso do dólar lastreado em (confiança de que os consumidores paguem suas dividas e de que o Estado americano honre seus compromissos)

Porém, os Estados Unidos, que naquela época detinham a bomba atômica em caráter de exclusividade, o maior exército do mundo e mais da metade da produção da humanidade (52% do Produto Mundial Bruto) impuseram o dólar como moeda internacional.

O projeto não foi do governo americano, mas de um grupo de banqueiros privados, americanos e europeus, e seu objetivo não foi de modo algum favorecer a economia americana, mas sim transferir o controle dela, do livre mercado, para esse grupo de banqueiros, que já tinham feito operação semelhante dentro dos EUA ao criar o FRS (Federal Reserve System), um banco central privado sob o comando deles.

A instituição mundial da moeda fiduciária não poderia trazer vantagem nenhuma ao país que, na época, tinha as maiores reservas de ouro. Bem ao contrário, transferia o poder econômico da nação americana para uma instituição privada sob o comando de banqueiros internacionais: Morgan, Warburg, Rothschild, Rockefeller e tutti quanti.

Se algo está claro nos resultados de Bretton Woods é que eles não só debilitaram o poder americano, mas ainda tornaram o governo dos EUA um devedor perpétuo de nações como (China, Japão,Inglaterra, Rússia, Taiwan, Coréia do Sul, Brasil( quem diria!!!), Singapura, Hong-Kong e Alemanha)são os maiores credores do Tio San.




Os maiores compradores da dívida norte-americana não estão mais tão disponíveis a serem credores como costumavam. De acordo com informações do Departamento do Tesouro, os cinco maiores credores dos EUA (Japão, China, Reino Unido, grandes petroleiras e Brasil) eram donos de um total de 1,224 trilhões de dólares em agosto de 2006 e 1,459 trilhões em agosto de 2007. Este é um aumento de 235 bilhões. Neste período de um ano, as únicas grandes compras vieram do Reino Unido (189,4 bilhões) e do Brasil (63,6 bilhões). A China aumentou seu investimento em apenas 13 bilhões e o Japão vendeu papéis no valor de 37,9 bilhões. Em outras palavras, os bancos centrais asiáticos – que costumavam ser compradores contumazes de dívida norte-americana – simplesmente não estão mais interessados.( dados de 2007)


Os Estados Unidos são, como diz Joelmir Beting, a Casa da Moeda do Mundo. Além disso, ainda se arrogam, sem nenhuma base legal ou moral, o direito de cobrar sobre este dinheiro os juros que bem entenderem.



O problema do dólar

Dollar. Sendo a moeda de referência de toda commodity que circula pelo mundo, em especial moedas, petróleo e ouro, o dólar ocupa posição mui particular, privilegiada.
Um “privilégio exorbitante”como dizia De Gaule, tentando ressuscitar o padrão ouro. O nome tem origem numa moeda de prata, chamada Thaler que circulava no início do século 16, em parte da Europa. Mais tarde uma moeda também de prata, cunhada pela Espanha, passou a circular amplamente nos EUA no período colonial, e era chamada “Spanish dollar” ou 'Peso duro', como diziam os mexicanos ; é desta moeda que nasce o dólar americano. Já independentes e organizados o suficiente, em 1792 os EUA criam seu departamento do Tesouro (US Mint) e definem o dólar como unidade monetária equivalente a 24,06 gramas de “fina prata” (igual ao Spanish dollar), ou 1,60 grama de ouro. Com este padrão bimetálico fixou-se também a paridade entre prata e ouro em 15:1. Pela primeira vez foi usado o sistema decimal na divisão da moeda (cents). Até o início da Guerra Civil (1861), o Tesouro americano não emitia papel moeda (dollar bill), e só cunhava moedas em ouro ou prata. Papel moeda, no entanto, era o que não faltava: emitido por bancos particulares, no geral com garantia do estado onde atuava o banco, milhares de tipos diferentes de papel moeda circulavam nos Estados Unidos nesta época (em todos, claro, a unidade monetária era o dólar); estima-se que um terço do papel moeda em circulação era falso. Para financiar a Guerra Civil e suprir a escassez de moedas, em 1862 o Tesouro foi autorizado a imprimir, pela primeira vez, o papel moeda, até há pouco, o mais desejado do mundo: the Greenbacks (o verde era para impedir, na época, a falsificação fotográfica). Em 1900, com a queda no valor da prata os EUA passaram a adotar o padrão ouro (US$ 1,00 = 1,67 grama de ouro), deixando a prata por conta do mercado. Assim, segundo as regras, para cada dólar emitido, o Tesouro tinha de ter 1,67 grama de ouro entesourado, o lastro tangível e dourado da moeda. Até 1933 toda moeda ou papel-moeda emitido podia ser trocado por seu equivalente em ouro. Nos terríveis anos 30, anos da Grande Depressão, o governo Roosevelt teve de tomar medidas duras para obter lastro e salvar sua moeda e, em 1933, rompe a regra de ouro do padrão ouro: a conversibilidade da moeda em seu equivalente dourado. Além disso, proíbe a exportação do desejado metal e ordena que todo ouro (commodity) em posse dos cidadãos americanos seja transferido para o Tesouro ao preço de US$ 35,00 por ounce (28,35 gr), o que equivale a 0,81 grama de ouro por dólar. Assim, além de perder a conversibilidade, em 1933 o dólar foi desvalorizado em mais de 50%. Por sorte veio a grande Guerra, foi-se a Depressão e os EUA tornaram-se o grande Campeão. Confiantes na vitória, em 1944 o novo Sistema Financeiro internacional fez do dólar moeda de referência, e a paridade com as outras moedas foi fixada com base no padrão ouro, sendo, o ouro, cotado em dólar. Entendeu? Mas é assim que funciona; não há chão firme nem aqui, nem em qualquer outro lugar; alguma coisa tem de servir de referência; os físicos, por disporem da velocidade da luz, têm mais sorte. Por exemplo, você não aceitaria ouro como meio de pagamento? É só isso; o que você vai fazer com o seu ouro? Não serve para comer nem fazer bicicleta, mas todos o querem. No início dos anos 70 o sistema tinha se esgotado, e os últimos vestígios do padrão ouro e das paridades fixas foram eliminados. Em 1973, deixado ao sabor do mercado, o ouro saltou para US$ 120,00 por ounce, chegando ao recorde histórico de US$ 600,00 em 1980 (dólar da época). 'In God We Trust', cujo original pertence a Aquiles, foi introduzido em 1957, talvez para reforçar o lastro.

Com a queda do dólar (2007), o momento tornou-se particularmente propício para se observar o “privilégio exorbitante” do Dólar, ou de qualquer moeda que estivesse na posição de reserva monetária internacional. Se não for uma moeda, será um metal, o ouro, como sempre. É um tanto insólito que a “reserva final'”do mundo seja um belo metal dourado e inútil; fosse útil, seria consumido. O ouro é perfeito para o papel. Se um país for captar recursos no mercado internacional, seus títulos serão emitidos em dólares ou vinculados a ele. Mas, se no vencimento dos títulos, o país emitente não tiver os dólares necessários, terá de recorrer a novos e mais caros empréstimos, ou ao FMI, cujos custos espalham-se pelas cláusulas do contrato. Se ambas falharem, o país emitente terá de dar o calote, já que a moeda local, por exemplo o Peso, não seria aceita como meio de pagamento. O custo social do calote, no entanto, pode ser alto como se viu na Argentina.O privilégio do dólar está justamente no fato de serem, os EUA, o único país do mundo que pode dar o calote em sua monumental dívida externa, hoje de US$ 2,7 trilhões, sem deixar de pagá-la, e com os juros contratados: simplesmente manda imprimir os dólares devidos, com os quais você não compra mais o que comprava antes. Este é o único lastro real de uma moeda: seu poder de compra. Ou seja, pode dar o calote apenas desvalorizando sua moeda, o que pode ser feito também por outros meios, como gastar mais do que arrecada (déficit fiscal) ou importar mais do que exporta (déficit comercial). Os US são recordista mundial em ambos os déficits, tendo portanto de financiá-los. O privilégio está no fato de que todos os seus parceiros comerciais ou financeiros, ou seja, quase o mundo inteiro, têm de torce a favor da economia americana, cuja necessidade atual de banana, metáfora poética para financiamento externo, é de US$ 2,0 bilhões de dólares por dia. Quem financia? Ora, quem vende muito mais do que compra lá, como Japão, China, Coréia do Sul, Tawain, Europa... Vendendo mais, acumulam dólares, que voltam para os EUA via compra de títulos (bonds) e outros ativos. O que importa não é exatamente o déficit, mas o fluxo do dinheiro. Os países asiáticos têm cerca de US$ 1,2 trilhão investidos em títulos do governo americano, ajudando assim a manter o valor do dólar, os juros baixos e o consumidor de seus produtos nos EUA, consumindo. Só o Japão tinha US$ 720 bilhões neste jogo. Nos últimos dois anos o dólar caiu cerca de 30% frente ao euro. Suponha agora que o Japão, ou a China, resolva proteger-se trocando seus dólares por euros, ou uma cesta de moedas. Se o Japão colocar à venda 10% de seus USBonds, ou seja US$ 72 bilhões, o dólar pode despencar mais 20%, o que causaria um prejuízo imediato de US$ 130 bilhões sobre os 90% restantes. Além disso, perderia parte de suas exportações, que ficariam mais caras e os EUA teriam de aumentar os juros para atrair mais capital, o que reduziria ainda mais o poder de compra do consumidor americano (e entraria em choque com a necessidade atual de redução de juros). Ou seja, o mundo está nas mãos do Japão, China e outros superavitários, e eles, numa armadilha, num dilema típico de se investir em país emergente: se você para de emprestar (comprar seu títulos), a bomba pode explodir, se continua emprestando, a bomba aumenta de tamanho; o recorde histórico pertence à Argentina (US$ 130 bi e estima-se em 500 mil pessoas com seus futuros reduzidos).






Muitos norte-americanos de baixa renda adquiriram empréstimos para a compra de moradia – muitos, neste caso, são muitos mesmo, uma quantidade atordoante – durante os anos 1990. A avaliação destes empréstimos foi mal feita e honrá-los parece impossível: é a bolha imobiliária norte-americana.


Quem fala é Nouriel Roubini, o blogueiro de origem turca responsável pelo Departamento de Economia e Negócios da Universidade de Nova York. A crise no mercado imobiliário dos EUA faz desconfiar da segurança do dólar.
Daí, um perigo: economias emergentes – o Brasil dentre elas – têm grandes reservas em dólar. Isso vale particularmente para a China. Se estes países, preocupados com a desvalorização de seu capital armazenado, vão ao mercado trocar os papéis em dólar por outros, a enxurrada de verdinhas a venda empurrará ainda mais para baixo o valor da moeda norte-americana. Não são apenas os EUA que sofreriam com uma operação destas. Todo mundo tem dólar embaixo do colchão. A virada brusca para uma outra moeda base na economia mundial – digamos, o euro – jogaria o mundo numa recessão.

A receita sugerida pela The Economist: Que os bancos centrais do mundo agüentem o tranco. Sem pânico, deixando os dólares bem guardados, espera-se que os EUA levantem-se novamente. Será que agüentam até quando ?


Os maiores compradores da dívida norte-americana não estão mais tão disponíveis a serem credores como costumavam. De acordo com informações do Departamento do Tesouro, os cinco maiores credores dos EUA (Japão, China, Reino Unido, grandes petroleiras e Brasil) eram donos de um total de 1,224 trilhões de dólares em agosto de 2006 e 1,459 trilhões em agosto de 2007. Este é um aumento de 235 bilhões. Neste período de um ano, as únicas grandes compras vieram do Reino Unido (189,4 bilhões) e do Brasil (63,6 bilhões). A China aumentou seu investimento em apenas 13 bilhões e o Japão vendeu papéis no valor de 37,9 bilhões. Em outras palavras, os bancos centrais asiáticos – que costumavam ser compradores contumazes de dívida norte-americana – simplesmente não estão mais interessados.


E agora José?


O QUE ERA RUIM PODE FICAR PIOR.

O Prof. José Alexandre Scheinkman,(a época/1996) chefe do departamento de economia da universidade de Chicago, proferiu uma palestra muito interessante sobre risco sistêmico.


Os derivativos financeiros (assim chamados porque derivam seus valores de outros ativos, os ativos subjacentes) possibilitam a venda e compra de riscos específicos de uma forma barata. Por exemplo, uma empresa exportadora brasileira encontra no mercado futuro do dólar uma forma barata de se cobrir contra possíveis desvalorizações cambial.(vide caso Sadia e Aracruz onde a Proteção virou risco)

O problema central atacado por Scheinkman é o de se os riscos criados pela existência dos derivativos são ou não compensados pelo aumento do retorno esperado.

A definição de risco sistêmico adotada por Scheinkman é o risco que um choque a uma parte limitada do sistema se propague por todo o sistema financeiro, levando a uma quebra do sistema, devida aos arranjos intitucionais prevalescentes. Não há, segundo ele, um bom exemplo recente de uma crise causada por risco sistêmico.( Não existia rss) A queda da bolsa de Nova York em outubro de 1987, por exemplo, acabou tendo uma repercussão bastante modesta, ao contrário do crash da bolsa em 1929.

Na realidade, o que de fato interessa à sociedade é evitar crises que ponham em risco o sistema financeiro como um todo, quer sejam ou não tais crises oriundas do risco.

Scheinkman propôs três formas sob as quais tais crises podem ocorrer:

-A presença de riscos correlacionados nos portfolios dos participantes do mercado levando a perdas simultâneas de vários intermediários.

-O contágio informacional, ou seja, a falência de uma instituição levando a uma
perda generalizada de confiança em instituições similares, as quais o mercado
acredita estarem submetidas aos mesmos riscos.

-Falência de uma instituição financeira levando à bancarrota outras instituições que
detenham crédito contra a primeira (ou ações da mesma), levando a falências
sucessivas e à quebra generalizada, tal como uma avalanche numa pilha de areia.

O primeiro problema é o mais comum dos três, embora nada tenha de sistêmico. O melhor exemplo desse caso é a crise das cadernetas de poupança (Savings and Loan) nos EUA na década 80. Tratava-se ali de um conjunto de instuições financeiras fortemente submetidas ao risco de descasamento de juros; quando os juros subiram na sua captação de curto prazo, tais instituições não puderam mais financiar lucrativamente as hipotecas de longo prazo e baixo juros que carregavam em seus ativos.




Como para cada comprador de um derivativo existe um vendedor (derivativos têm oferta líquida nula), os derivativos, ao contrário das hipotecas do exemplo anterior, não reforçam a alta correlação dos riscos de portfólio. Muito ao contrário, eles possibilitam que tais riscos sejam repartidos de forma mais barata e eficiente na economia.


O segundo tipo de crise é aquela que justificou o socorro aos bancos Econômico e Nacional. Temia-se que frente às falências daquelas grandes instituições bancárias,(Imagine a comparação entre Lehmam e econômico ) e na ausência de um instrumento de seguro de depósito, fosse disseminada a impressão que todo o sistema bancário estava em crise. Tal cenário catastrófico provavelmente uma corrida bancária que levaria a uma crise sistêmica com severas repercussões sobre o nível da atividade econômica e sobre o nível do emprego. Se tal cenário é de fato realista jamais se saberá; o que importa, entretanto, é enfatizar que os derivativos financeiros nada tiveram a ver com as crises daqueles bancos. Também não há a nível internacional evidências que os derivativos causem um aumento da volatilidade nos demais mercados financeiros.

Segundo Scheinkman, o terceiro tipo de crise é geralmente a que se tem em mente quando se fala em risco sistêmico: uma reação em cadeia de falências ocasionadas pela falência de uma grande instituição. A participação hipotética dos derivativos em a probabilidade de tais casos está no aumento da interligação dos mercados; ao arbitrar mercados diversos, os derivativos funcionariam como transmissores das vibrações entre mercados outrora isolados, levando a um maior perigo de quebra generalizada.

O cenário de avalanche só pode ocorrer caso as “vibrações” transmitidas através dos derivativos forem sendo progressivamente reforçadas. Se, ao contrário, as “vibrações” forem sendo amortecidas, a maior interligação dos mercados através dos derivativos pode ser um fator estabilizador, pois permite que um choque em um mercado localizado seja dissipado em vários outros, causando um dano muito menor.


O QUE ERA PIOR FICOU PÉSSIMO

Alavancagem: utilização de recursos emprestados para aplicação no mercado financeiro - em geral, em operações de alto risco. Bancos de investimento como o quebrado Lehman Brothers tinham um nível de alavancagem muito alto porque emprestavam valores muito superiores ao seu patrimônio líquido.

Hoje parece loucura que as autoridades tenham um dia permitido a uma instituição como o Lehman operar nos últimos anos com nível de alavancagem de 35 vezes ou mais seu capital. Afinal, com tamanhas dívidas empilhadas numa base minúscula de capital, não é necessária uma grande deterioração nos preços dos ativos para causar pânico.


Associaram-se a “alavancagem” especulativa e o “desfiar” de uma rede global de derivativos (inovações financeiras operantes no futuro), derivativos esses baseados em hipotecas sem garantias de pagamento (“subprime”).

Detonou-se, assim, uma bomba de teor explosivo ignorado. Ou cavou-se um “buraco negro” na órbita do planeta financeiro americano, o qual estilhaça uma miríade de “galáxias”. Tudo isto foi sancionado por bancos internacionais dos mais ricos e dos mais importantes nesse mundo das “finanças internacionais” do ocidente.

Em consequência, o comércio desses derivativos, segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS), já excede hoje os 500 triliões de dólares americanos ou 300 Trilhoes de Euros.

Uma vez iniciado o pânico, logo os “parolos e os morcões” – chamados nas nossas televisões, rádios e jornais como analistas, comentadores, especialistas e outras p0rr4 mais, que só servem para “chular” àquele que trabalha mais alguns dos seus parcos tostões - passaram a falar em “regulação” financeira. Mas, na verdade, aquilo que é incontornável é que nem FMI, nem BIS, nem mesmo os bancos centrais dos países da esfera norte-americana, sabem o que fazer. Tornaram-se escravos dos mercados da riqueza, Que a cada dia estão mais Pobres.

A crise em Graficos

Grafico Mensal do IBOV


[img]

DOWJONES Grafico Mensal.


[/img]

Espero que apreciem minha singela contribuição

Cordiais cumprimentos do indio.

OBS: segurem a peruca .. que o buraco é mais embaixo. rss
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brunobca
Sáb 4/Out/08 14:38


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Muito bom! Okay !

Só tenho uma sugestão: Reduzir o tamanho das imagens, quem tem um monitor de 22" talvez nem tenha percebido isso.

Usando a resolução 1280x1024 as imagens ficam maiores que a tela, fazendo com que o texto fique com uma barra horizontal. Assim para ler cada linha tenho que ficar avançando e recuando a barra horizontal(estilo maquina de datilografar) Ahahaha
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betocrjr
Sáb 4/Out/08 15:38
Muito boa a análise!!!
não sei o q seria da minha rentabilidade no ano sem o IA.
Meus parabéns!!!

vou me manter vendido....

abraços


ps: aqui as imgs tb desconfiguraram a tela
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Vinicius
Sáb 4/Out/08 16:21
Muito bom SIOUX! Okay !
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Investor
Sáb 4/Out/08 20:28


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27 Jul 2007
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...

Bela observação, compartilhada em 2001 com o professor Belluzzo:

http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/out2001/unihoje_ju167pag05.html

Sobre o dólar:

http://siksite.sites.uol.com.br/VistodaLua3C.htm#up

O dia depois de amanhã?

Calma, ainda não tivemos nas manchetes os hedge-funds, responsáveis por aprox 30% do ativo circulante mundial...

Tenho acompanhado pouco, mas parabenizo o fórum pela qualidade de alguns posts.

Abraços e bom fim de semana.






Hã? Hã? Hã? Hã? Hã? Hã? Hã? Hã? Hã?
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Um grande abraço,

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SIOUX
Bolsas desabam em efeito dominó
Qua 8/Out/08 8:12


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4 Mar 2008
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LONDRES, 8 Out 2008 (AFP) - As Bolsas da Europa registravam fortes quedas, de até 8%, nas primeiras operações desta quarta-feira, seguindo a tendência de pânico registrada na Ásia, onde Tóquio encerrou o dia em baixa de 9,38%, a mais grave desde 1987.

Uma hora depois da abertura, o índice Footsie 100 da Bolsa de Londres perdia mais de 7,82%, apesar do anúncio pelo governo britânico de um gigantesco plano de resgate do setor bancário nacional, que prevê uma injeção de liquidez de 200 bilhões de libras (360 bilhões de dólares).

O ministro britânico das Finanças, Alistair Darling, anunciou ainda uma recapitalização de oito grandes bancos britânicos que pode chegar a 50 bilhões de libras (cerca de 90 bilhões de dólares), operação equivalente a uma nacionalização parcial.

A mesma tendência era seguida pelo índice DAX da Bolsa de Frankfurt, principal mercado da zona euro, que caía 7,41% pouco mais de 60 minutos depois da abertura. A Bolsa de Paris perdia 8,18%.

Madri (-6,13%), Viena (-9,15%), Amsterdã (-9,05%), Bruxelas -(7,4%) e Milão (-6,11%) também registravam fortes perdas.

As duas Bolsas de Moscou suspenderam as operações 35 minutos depois da abertura.

A Bolsa RTS (em dólares) suspendeu as atividades durante uma hora às 11H05 locais (4H05 de Brasília), após queda de 11,25%, e a Volsa MICEX (em rublos) só voltará a a reabrir na sexta-feira, ou até nova ordem, depois de uma queda de 14,35%.

O pânico tomou conta dos mercados asiáticos, que ignoraram completamente as medidas anunciadas pelas autoridades monetárias e governos para tentar recuperar o controle da situação financeira mundial.

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio encerrou a sessão em baixa de 9,38%, a maior queda desde a "segunda-feira negra" de 1987, em conseqüência do pânico dos investidores diante da crise financeira mundial.

O índice Nikkei 225 retrocedeu 952,58 pontos, a 9.203,32 unidades.

Esta é a maior queda registrada pelo Nikkei no fechamento desde a "segunda-feira negra" de 20 de outubro de 1987, quando o índice japonês teve baixa de 14,90%.

Além disso, é a terceira maior queda da história do Nikkei, depois da baixa de 10,00% registrada em 1953.

Os investidores japoneses são vítimas do pânico pela crise financeira mundial e da desvalorização do dólar em relação ao iene, que penaliza os exportadores japoneses.

O dólar chegou a ser negociado abaixo dos 100 ienes pela primeira vez em sete meses.

A Bolsa de Hong Kong encerrou a sessão em forte queda de 8,2%, seguida por Seul com retrocesso de 5,81%.

Taiwan perdeu 5,76%, Sydney 5,0%, Xangai 3,04% e a Nova Zelândia 1,86%.

Após uma queda de mais de 10%, a Bolsa de Jacarta suspendeu as cotações pelo restante do dia.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciou na terça-feira a compra de títulos do Tesouro, instrumentos financeiros que permitem às empresas enfrentar as dificuldades de liquidez, mas a notícia não teve nenhum efeito sobre o moral dos mercados.

Os ministros das Finanças da União Européia (UE) adotaram na terça-feira a primeira medida conjunta concreta: garantir os depósitos bancários dos correntistas particulares até 50.000 euros, contra os 20.000 euros anteriores.

Nos Estados Unidos, a crise financeira centralizou o segundo debate na televisão, terça-feira, entre os candidatos à Casa Branca, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

Ambos deram a entender que podem designar como secretário do Tesouro o milionário Warren Buffett, que nas últimas semanas têm ajudado vários grandes grupos financeiros americanos com dificuldades.

Wall Street fechou a terça no menor nível em cinco anos: o índice Dow Jones caiu 5,11% e a Nasdaq 5,80%

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/10/08/ult35u62959.jhtm
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denardi
o velho warren!
Qua 8/Out/08 11:40
Parabens pelos comentarios sioux... muito bom!!!

amigos do IA, o velho Warren Buffett não é apenas um investidor e sim um grande homem de negocios, compreende o sistema, entende a economia mundial. O cara é realmente um visionario...

abs.
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gui
Qua 8/Out/08 11:45
Hmmm... a hora que abrirem a janela de resgate dos hedge funds em novembro, vai ser um deus-nos-acuda.

Não é profecia, mas simples constatação. Ou será mesmo que os seus quotistas vão se manter calmos e arriscarão sacrificar sua grana em prol da estabilidade do sistema?

Parece que dias piores virão. Espero estar errado.
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d0ug1a5
Qua 8/Out/08 13:07
Há pouco perguntaram para o velho Buffett o que ele faria se estivesse no lugar do Bernanke. A resposta?

"-I would quit."

Ahahaha Ahahaha Ahahaha
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Os governados são sábios o bastante para escolher seus governantes, mas não para escolher como utilizar seu próprio dinheiro?
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Qua 8/Out/08 13:08
::

Dias piores virão.

Desmontar posições em Hedge desmorona o sistema.
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