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Qui 16/Ago/07 12:06
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Tópico criado por Cash, com diversos causos e pensamentos sobre a Bolsa.
1. Merbosa
Há uma velha história, muito conhecida dos analistas de investimentos brasileiros. Quase da pré-história, pois nessa época as cotações eram de fato escritas “na pedra”, ou seja, em um grande quadro-negro. Não teria sido exatamente do tempo em que os animais falavam (a não ser, talvez, os gorilas), mas quase: do auge da euforia das bolsas brasileiras no início dos anos 70, a bolha do “milagre”.
Ao que se diz, alguém lançou no mercado as ações de uma certa Merbosa, com a qual muito se especulou. Depois de agosto de 1972, a bolha esvaziou-se, as ações dessa empresa viraram pó e a verdade veio à tona: seu nome era a sigla de nada mais nada menos que m3rd4 e b05t4 S.A. Ninguém, analista ou investidor, jamais havia se interessado em saber o que a empresa produzia, quais seus resultados ou quem a dirigia.
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Cash
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Qui 16/Ago/07 12:07
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2. O Engraxate de Wall Street
De épocas ainda mais recuadas, há uma igualmente apócrifa e bem conhecida anedota norte-americana. Uma versão diz que na primavera de 1929, antes de subir para o escritório, o grande investidor Bernard Baruch parou para dar um lustro nos sapatos e o engraxate brindou-o com uma lista de dicas para o mercado de ações. Em outra versão, o bravo herói foi Joseph Kennedy (pai do presidente falecido) e o homem da graxa lhe pediu conselhos sobre qual de duas ações comprar. Seja como for, o magnata mandou vender tudo o que tinha assim que chegou ao escritório e explicou aos funcionários: “Quando um engraxate entra no mercado de ações, é hora de sair”. Se foi assim, não se arrependeu.
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Cash
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Qui 16/Ago/07 12:07
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Break 1:
Tais histórias podem não passar de lendas urbanas. Mas, como as fábulas de Esopo, transmitem lições que as gerações passadas pagaram muito caro para aprender. Quando pessoas físicas inexperientes entram em massa no mercado de ações, é bem provável que uma mania especulativa esteja chegando a seus últimos estágios – como já se viu, regularmente, através da história, da bolha dos Mares do Sul no início do século XVIII à “nova economia” dos anos 90
Todo mercado tem altas e baixas especulativas. Para que alguns ganhem muito ao comprar ações baratas e vendê-las com enorme lucro, é preciso que muitos outros as comprem na alta para serem forçados a vendê-las na baixa – às vezes com o resto de suas economias e propriedades.
Cada vez que a bolsa de valores volta às manchetes, convém desconfiar: será que já está para chegar o dia da matança dos inocentes? Isso nem sempre é óbvio. Mesmo analistas profissionais e investidores experientes freqüentemente acabam por entusiasmar-se demais e embarcar na ilusão das massas.
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Cash
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Qui 16/Ago/07 12:07
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3. O Ambicioso Cientista
Isaac Newton, um gênio que não correspondia de forma alguma ao estereótipo do cientista alheio aos bens materiais e não era nada ingênuo em economia – era bastante rico e já havia sido diretor da Casa da Moeda –, vendeu, na fase ascendente da bolha do século XVIII, ações compradas pelo equivalente a US$ 1 milhão, com lucro de 100%, dizendo, com razão, que o mercado havia enlouquecido. Arrependeu-se, porém, ao ver que as ações continuavam a subir. Fraquejou e entrou de novo, precisamente no pico do mercado – e aí perdeu o equivalente a US$ 3 milhões.
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Cash
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_________________ A besta apocalíptica está próxima.
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Qui 16/Ago/07 12:08
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4. Anões do Mercado
Havia um grandalhão parrudo que era tarado por anões. Desfilava pelo calçadão da Av. Atlântica quando deparou-se com dado um anão.Deu-lhe uma gravata e o arrastou para um canto escuro.O coitado do anão chorava copiosamente.
- Por que choras tanto seu desgraçado? - perguntou o parrudo.
- Porque você me desonrou, você acabou com a minha reputação - respondeu o anão.
- Não seja por isso, seu anão. Se esse é o problema eu o autorizo a dizer, por aí, que foi você que me pegou - disse o parrudo.
Seis meses depois do ocorrido, dois anões passeavam pelo calçadão da Av. Atlântica. Então um anão virou-se para o outro e perguntou:
- Está vendo aquele grandalhão parrudo lá na frente?
- Estou - respondeu o segundo anão.
- Pois eu já peguei ele - disse o primeiro anão.
- Eu também - disse o segundo anão.
- Então vamos fugir correndo - disseram os dois ao mesmo tempo.
Essa história veio à baila por causa dos chamados micos de Bolsa.
É comum, em toda alta, mais precisamente no final de todo movimento forte de alta, aparecerem muitos "espertos", que não passam de anões de mercado, falando e recomendando a compra dos micos de Bolsa. Mas o que de fato ocorre é que esses anões apenas estão fugindo, em correria, até que novamente apareça um parrudo para desovar mais um pouco da sua monstruosa posição, justamente em cima de novos anões do mercado.
Mas nem sempre os anões da safra anterior se aproveitam para sair de suas posições. Alguns, pelo contrário, até compram mais, peitando o parrudo, no sonho de que dessa vez eles levem a melhor.
Não levam.
Os micos do mercado não têm essa reputação a toa não. Os micos do mercado são constituídos de empresas que já estão completamente desestruturadas, quer por péssima administração empresarial, quer por excesso de endividamento, o que lhes deixam em condição pré-falimentar, quer por seu processo produtivo já estar obsoleto e anti-econômico, ou até mesmo por produzir produtos que atingiram a obsolescência tecnológica, caminhando seu mercado para extinção.
Fujam e corram dos micos de mercado.
Não comprem, só porque de hoje para amanhã eles estão subindo, de repente, muito repentinamente, eles ficarão em suas mãos por mais um ano, pelo menos, caso não sejam retirados dos pregões definitivamente.
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Cash
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Qui 16/Ago/07 12:08
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5. Quem é quem no mercado?
Certo dia São Pedro baixou a seguinte Portaria:
"Todo candidato falecido terá que relatar seu último dia de vida e a forma como morreu". Apareceu o primeiro homem.
_ Você já tomou conhecimento da nova Portaria ? perguntou São Pedro.
_ Sim. Acabei de ler na entrada. Disse o homem.
_Então pode começar a contar a sua história, disse São Pedro.
Bem, Senhor. Era dia de trabalho mas, após o almoço, tive uma indisposição estomacal e meu chefe me liberou para voltar para casa. Eu moro, oh! desculpe-me senhor, eu morava no 13º andar de um prédio muito alto. Chegando em casa, ao virar a chave, notei que a porta estava trancada por dentro, mas havia barulho de gente. Bati, bati. Mulher" abre a porta, tira a tranca, gritei.
Já vai. Já vai, dizia minha mulher lá de dentro.
Abre logo, eu berrava. A esta altura o sangue já subia a minha cabeça.
Calma Mané, já vai. Um instantinho a mais, respondia a mulher.
Calma uma ova. Abre logo.... E ela não abria.
Após uns 5 minutos, finalmente, minha mulher tirou o ferrolho e eu pude entrar.
Logo notei que ela estava de camisola e com o cabelo desarrumado. Fiquei desconfiado que eu podia estar sendo traído. Corri ao nosso quarto. Aí vi a cama toda desfeita, travesseiros jogados no chão. Nisso, uma pequena brisa fez bater a porta que dava para a varanda. Corri para lá. Qual surpresa ao ver duas mãos de homem agarradas no corrimão da sacada da varanda com o corpo para fora do prédio. Não tive dúvidas. Meti-lhe o pé na sua mão direita: pá, pá, pá, com toda a força. Foram três ou quatro pisadas com toda a força. O homem não resistiu e soltou a mão direita, mas ficou se agarrando com a esquerda. Outra vez: pá, pá, pá, com toda força na mão esquerda e ele ainda se segurava com o dedo mindinho. Aí dei-lhe um derradeiro soco no mindinho e ele se saltou de vez.
Só aí me debrucei na sacada para assistir a queda daquele homem. O desgraçado, ao cair, bateu num toldo, depois noutro e em mais outro, amortecendo a queda e finalmente caiu na copa de uma árvore; vivo. Isso mesmo meu Senhor: Vivo; ele não morreu.
Então, com mais raiva ainda, fui até a cozinha, peguei uma geladeira de 440 litros, levei até a varanda e a joguei pela sacada na direção do homem. Para azar meu, nesse último ato, me atrapalhei ao virar a geladeira sobre a sacada, a mão prendeu e eu cai junto com ela.
Muito triste, muito triste, disse São Pedro. Mas pode entrar.
Que venha o próximo, falou São Pedro.
Aí entrou um segundo homem.
Você já tomou conhecimento da nova Portaria ? Perguntou São Pedro.
Sim, disse o segundo homem.
Então pode começar a sua história, disse São Pedro.
Senhor. Era meu dia de folga no trabalho. Já tinha lido todo o jornal, visto televisão, almoçado e cochilado a tarde. Então me lembrei que a lâmpada da varanda estava queimada. Antes que caísse a noite, apanhei a escada para trocá-la. Quando eu estava no alto da escada, comecei a ouvir uma algazarra no apartamento de baixo, uma berraria enorme e infernal. Eu morava no 14º andar de um prédio muito alto. Então, de curioso, voltei me para olhar pela sacada da varanda. Nisso, eu me desequilibrei e cai prédio abaixo. Ainda consegui me agarrar, com as duas mãos, na sacada do apartamento de baixo. Então veio um cara e começou a meter o pé na minha mão direita; pá, pá, pá. Foram três ou quatro pancadas muitos fortes e eu soltei a mão direita. O cara então começou a meter o pé na minha mão esquerda; pá, pá , pá. Não agüentei de dor, mesmo assim ainda me sustentava pelo mindinho. Aí o desgraçado me deu um murro no mindinho e eu cai de vez.
Estou entendendo, disse São Pedro.
Porém, na queda, fui batendo nos toldos do prédio e isso amorteceu bastante. Finalmente cai em cima de uma árvore. Quando eu estava tentando me desvencilhar dos galhos, olho para o alto e vejo vir caindo uma enorme geladeira, com o desgraçado montado em cima dela, que nem um cowboy.
Muito triste, muito triste mesmo, disse São Pedro. Pode entrar.E que venha o próximo.
Entra um terceiro homem.
Você conhece a nova Portaria?, perguntou São Pedro.
Sim, me falaram lá fora. Conheço, disse o terceiro homem.
Então pode começar a contar a sua história, disse São Pedro.
Bem. Eu estava dentro de uma geladeira............
Agora os Srs. vão perguntar: " o que isso tem a haver com a Bolsa?"
Tem tudo a haver. Salvo São Pedro, é claro, os demais personagens desta história se identificam com o mercado.
marido traído: investidor institucional
vizinho: pequeno investidor
ricardão, dentro da geladeira: fundos de investimento
mulher: grande investidor (o famoso tubarão)
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Cash
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Qui 16/Ago/07 12:09
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6. Galo Novo
Havia um fazendeiro que tinha um galo mais velho, e varias galinhas. Preocupado, pensou:
-Esse galo vai pifar a qualquer momento, e eu vou ficar com as meninas sem companheiro. Vou tratar de arranjar um galo novo! Disse e comprou um galo novinho.
Este, logo ao entrar no galinheiro, foi dando bicadas e
esporadas nas galinhas, tomando conta do pedaço, e ignorando solenemente o galo velho. Este último, em determinado momento, chamou-o no canto e disse:
-Escuta aqui, ô meu, preciso da sua ajuda. O nosso dono vai chegar na janela daqui a pouco, e vai dar uma conferida no que está acontecendo aqui no galinheiro. Se você ficar ai dando bicadas ele vai concluir que eu não sirvo para mais nada e vai me jogar na panela. Triste fim para um herói como eu, não? Lembre-se que você amanha estará na mesma situação. Quero que você faça o seguinte: assim que ele aparecer, eu saio dando bicadas em você, e você sai correndo em torno do galinheiro, fugindo de mim, para que ele veja que, mesmo não sendo mais um excelente reprodutor, eu ainda sou bom de briga.
Penalizado, o galinho concordou.
Assim que o fazendeiro apareceu, o galo velho correu atras do galo novo, bicou, bicou e bicou, mas de repente: "POU" ouviu-se um tiro e o galinho novo caiu morto.
Na janela, o fazendeiro soprando o cano da espingarda dizia:
- Pô , esse é o quinto galinho bicha que eu compro, sô !
Parábola ou não, exagero ou não, arrogância ou não, fica a historinha como uma mensagem aos galinhos novos do mercado.
Ah, e que não se esqueçam de que na vida real as coisas
não acontecem com a mesma inocência dessa historinha.
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Cash
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Qui 16/Ago/07 12:12
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7. O Sr Mercado
vou contar a história de um velho Sr, chamado Sr MERCADO. Muita gente pensa que o conhece, mas na verdade, ninguém conhece outro sujeito no seu íntimo. Pois bem, esse cara tem uma esposa, chamada carinhosamente de Dona VOLATILIDADE. A Dona voltilidade, que de boazinha não tem nada, manda e desmanda na vida do tal Sr Mercado. É por esse motivo que todos os amigos íntimos do Sr Mercado costumam obedecer a todas as ordens da Dona Volatilidade sob a pena de perder a grande amizada conquistada ao logo do tempo com o Sr Mercado. Acontece que esse Sr é um sujeito infeliz, dada a esposa enérgica e mandona. No entanto, vez ou outra, ele costuma desafogar suas mágoas maritais em outro quintal, isso mesmo, o Sr Mercado tem uma amante, ela se chama Senhorita LIQUIDEZ. A Srta liquidez é a única pessoa no mundo a encher de euforia o Sr Mercado, por isso sempre que o Sr Mercado está nervoso com a Dona Volatilidade ele vai procurar fazer uma festinha na casa da Srta Liquidez. Quando o Sr Mercado extrapola sua diversão com a garota, a Dona volatilidade acaba descobrindo tudo e, adivinha? Mata a Srta Liquidez... acaba com ela de vez e, além de tudo, abandona o Sr Mercado. O Sr mercado, sujeito muito sensível, entra em depressão. Pelo menos até conhecer uma nova Srta Liquidez, que poderá ou não vir a ser uma nova Dona volatilidade.... e tudo pode se repetir....
em breve vou postar aqui fundamentos para depressão sob a égide do método histórico de análise
ah... ia me esquecendo.... o Sr mercado tb é um sujeito discreto, ninguém sabia que ele tinha uma amante, nem seus amigos.... quando descobriram, já era tarde
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Cash
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Qui 16/Ago/07 12:13
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8. Os 50 parrudos (Quando vender??)
Certa vez , num pais muito distante e montanhoso, havia um grupo de 50 caras parrudos que se exercitavam muito, todo dia subiam e desciam montanhas e eram por todos respeitados como grandes atletas.
Um dia, para provar que eram fortes, resolveram carregar um poste de cimento, bem pesado, por uma distância de 5 Km. Ninguém acreditava que isto fosse possível.
Aí, para surpresa geral, eles conseguiram.
Então falaram entre si : podemos ir adiante, somo parrudos mesmo, vamos tentar a distância de 6 Km.
Alguns já estavam bastante pregados e cansados, mas ficaram envergonhados de confessar fraqueza.
Assim, todos concordaram em continuar a caminhada para atingir os 6 Km.
Dado momento um deles caiu morto de cansaço, abandonou seu posto.
Os 49 parrudos restantes falaram entre si: " 1 em 50 dá apenas 2%, é pouco e nós somos muito fortes e podemos continuar sem o companheiro. Por timidez, os estropiados concordaram; quem sabe seria a glória provar que poderiam se superar?
Mais adiante outro parrudo apagou.
Mesma lógica, mesmo papo; continuaram com 48 restantes.
Assim foi indo até que o desfalque já atingia bem uns 30 % e aí todos sucumbiram ao peso do poste.
Moral da história:
1 - o sucesso resultante de um esforço gera um desgaste que pode ser auto destrutivo;
2 - para que um empreendimento prossiga com os mesmos resultados, as premissas devem permanecer as mesmas;
3 – toda alta da Bolsa gera sua própria liquidação;
4 – comumente os vencedores não percebem seus próprios limites;
5 – a presunção mata.
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Cash
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Qui 16/Ago/07 12:13
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9. O 1d10t4, nem tão 1d10t4 assim...
Conta-se que numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o 1d10t4 da aldeia. Um pobre coitado "de pouca inteligência", que vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de 400 réis e outra menor, de dois mil réis.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos...
"Eu sei" - respondeu o não tão tolo assim - "ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda."
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
1) A primeira: quem parece 1d10t4, nem sempre é.
2) Dito em forma de pergunta: quais eram os verdadeiros tolos da história?
3) Outra: se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
4) Mas a conclusão mais interessante, a meu ver, é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
5) Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos.
"É um prazer para um homem inteligente bancar o 1d10t4 diante de um 1d10t4 que banca o inteligente."
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Cash
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